Eu vejo a fome
Eu vejo a fome,
E ela corrói minha alma.
Eu vejo a dor daqueles que têm fome.
É uma dor física, mas também espiritual.
Eu vejo a fome por justiça,
E a dor da vergonha.
Eu vejo a fome,
E ela me observa, distante.
Enquanto tão perto eu a sinto,
Eu vejo e não faço nada.
Eu vejo e cerro meus olhos,
E me torno um covarde.
Eu vejo a fome, e ela mata.
Eu continuo inerte, cúmplice.
E até quando verei com os olhos,
Enquanto mantenho cega minha alma?
Eu vejo a fome,
E ela é um espelho.
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